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Em seu processo criativo, as escolhas não se dão apenas pelo olhar, mas sobretudo pelo sentir. É como se imagens e objetos as escolhessem, conduzindo-a intuitivamente e despertando os sentidos.

 

Sua arte nasce do exercício pleno da liberdade e do inconsciente, levando- a por caminhos únicos, como uma sessão de análise, em que palavras aparentemente soltas sempre conduzem a lugares importantes. É uma expressão pulsional e transparente, que ecoa no íntimo da subjetividade. Um desejo, um transbordar de si...

 

No início de sua trajetória,  trabalhava quase exclusivamente com papéis e imagens. Com o tempo, surgiu a necessidade de expandir materiais e significados. Passou então, a incorporar tecidos, rendas e objetos como louças; muitas vezes quebradas, dando origem as assemblagens.

 

Muitos dos elementos utilizados vêm de seu acervo pessoal, em especial peças que pertenciam à sua avó materna, Mary; figura central de sua história afetiva. Mulher forte e inspiradora, sua avó foi seu porto seguro e uma presença marcante em sua formação sensível. O uso desses objetos carregam uma potência simbólica profunda, como se cada fragmento fosse um elo entre o passado e o presente.

Além do seu acervo pessoal, garimpa em brechós, sebos e feiras de antiguidades, buscando pequenos tesouros carregados de histórias.

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